Herdeiros do grupo dono da Esmaltec têm um novo desafio à frente

  • 17 de maio de 2018
  • Blog

O grupo cearense Edson Queiroz passou a ser comandado pela 3ª geração da família. Agora, os herdeiros querem dar novos rumos à companhia

O dia 28 de março foi marcante para os primos Abelardo Rocha Neto, Edson Queiroz Neto e Igor Queiroz Barroso, retratados na foto acima. Eles são donos do grupo cearense Edson Queiroz, que fatura quase 7  bilhões de reais atuando em setores tão diferentes quanto venda de bebidas, fabricação de eletrodomésticos e distribuição de gás. Nesse dia, o trio conseguiu concluir uma aquisição que vinha sendo negociada havia seis meses: a da divisão de águas do grupo suíço Nestlé. O negócio consolidou a liderança do Edson Queiroz no mercado de água mineral no Brasil — o grupo já controlava as marcas Minalba e Indaiá. Mas o significado foi além disso. A compra foi a primeira transação idealizada e concluída por Aberlardo, Edson e Igor, que assumiram o comando em julho e, de lá para cá, iniciaram um processo de mudanças na companhia fundada pelo avô deles em 1951.

Os primos decidiram pôr em prática o que algumas das principais empresas familiares do mundo vêm fazendo nas últimas décadas, à medida que os negócios passam de geração para geração: tornar a gestão mais profissional e estabelecer regras para a participação dos herdeiros no dia a dia corporativo. Uma das primeiras medidas foi criar um novo acordo de acionistas. O atual, que ainda está em vigor, apenas estabelece a participação acionária dos herdeiros na empresa. O novo, em elaboração, pretende definir que tipo de formação os herdeiros que querem trabalhar na companhia precisam ter e como deve ser a trajetória deles no grupo: que cargos podem ocupar, se terão de passar por áreas diferentes etc.

Atualmente, o Edson Queiroz tem 15 herdeiros da terceira geração, à qual pertencem os primos, e 32 da quarta geração (apenas um tem mais de 18 anos). “Essa é uma mudança necessária para tornar o grupo mais profissional e organizar a participação dos herdeiros, inclusive para não gerar conflitos internos”, diz Abelardo. O passo seguinte, segundo ele, é criar um family office, empresa destinada a administrar a fortuna da família — hoje, alguns investimentos familiares se misturam com os da empresa.

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Fonte: EXAME, Naiara Bertão – 08/05/2018

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